Fui assistir A Trilha (A Perfect Getway) no feriado. Achei o filme uma delícia.
O Único problema é que somente metade do filme é bom, o resto… Você já viu inúmeras vezes antes.
Um Jovem Casal (Milla Jovovich e Steve Zahn) acaba de sair da cerimônia e, ansiando a lua de mel perfeita, vão ao Havaí para se aventurar em trilhas desertas e naturalmente exuberantes. Muito antes de começarem a viagem, são alertados de misteriosos assassinatos que aconteceram nas ilhas e, sempre ignorando alertas de moradores locais e viajantes de estrada, partem curiosos em direção ao destino, onde encontram pistas misteriosas que indicam que o(s) assassino(s) estão logo atrás deles. Tudo não passa, como visto, de uma grande bobagem e sem fundamento algum. No Caso, só de se ler a sinopse dá pra sentir a mesma sensação de dejá-vu que permeia a maioria dos filmes de hollywood que se interessam pela aceitação cada vez maior do público por materiais de auto-divulgação.
Há, portanto, momentos na fita em que até mesmo os mais céticos quanto ao mercado de ação americano conseguem ficar atentos a diálogos construídos especialmente em favor da própria história. Cliff, o personagem de Steve Zahn, é roteirista de cinema e trava durante o passar do tempo diálogos metalinguísticos com o companheiro de viagem Nicko (o péssimo Timothy Olyphant) a respeito do que o telespectador mais espera ver no fim do filme: o lugar-comum.
Se o que todos nós no fim esperamos é que vilões recebam o que merecem e mocinhos saiam ilesos e se beijando no fim, essa é a nossa realidade, a realidade de um público ansioso por fugir do mundo. Não é porém, a realidade de um dos assassinos. “Um Final feliz para os bons não é a minha realidade. E é a realidade que você espera viver e luta para conseguir.”, filosofa o personagem, já no desfecho da trama.

Por outro lado, o diretor e roteirista David Twohy já sabe bem como se livrar do fantasma da previsibilidade: É exatamente na metade do longa onde ocorre a reviravolta que decide o enredo. Inexplicavelmente, o final, porém, é exatamente aquilo o que você sempre esperou antes mesmo da sessão começar.
Para um cineasta acostumado às peripércias inventivas características de um cinema passageiro, A Trilha é o reflexo de suas agonias e violências como cidadão americano, levando consigo uma legião de público que pensa o mesmo e o apoia independente do quão longe a esquisitice de sua história ou a inexpressividade de seus realizadores vai. O Meu conselho? Se você não for fã de Milla Jovovich (que, além de ser simplesmente linda, trabalha bem a personagem em todos os ângulos em que é mostrada), fique em casa, se divertindo com a nova temporada de Lie to Me ou rindo com as anoréxicas do Brazil’s next top model.
pequenos e doloridos caroços. Já fui duas vezes em duas diferentes clínicas consultar-me com dois diferentes médicos e todos repetiram sempre a mesma aula chata de biologia sobre os pêlos encravados na pele e a inflamação na derme que ocasionalmente provocam as desagradáveis acnes.





